Baco, de Leonardo da Vinci
Museu do Louvre, Paris
Giuseppe Ungaretti
T. S. Eliot
MORTE POR ÁGUA
Quarta parte de "A Terra Desolada"
Salvatore Quasimodo
AVIDAMENTE ESTENDO A MINHA MÃO
Na pobreza da carne, como sou,
eis-me, Senhor: poeira da estrada
que o vento mal levanta em seu perdão.
Mas se afilar não soube noutro tempo
a voz primitiva ainda tosca,
avidamente estendo a minha mão:
dá-me da dor o pão cotidiano.
Tradução de Geraldo Holanda Cavalcanti
Tristan Tzara
PRELIMINAR
cabelos desfeitos sentem a nuvem de sangue
do teu sangue frágil
lenta ao presságio do amor
lenta
pelas veias rumo à vibração hospitaleira
do teu sangue
lenta
febre frágil hipótese sem amor
dorme sem pálpebras os pés de lado
sobre a escala das costelas a tosse
balbucia sua pequena repetição aritmética
Tradução de Virna Teixeira

Psiquê parasita de amor (1873), de Sava Henţia (1848 - 1904)
Sebesel, Alba, România