Um caderno de leituras

"esguias Graças, Musas de mais magas tranças,
vinde, vinde agora"

Safo
Mostrando postagens com marcador William Blake. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador William Blake. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de julho de 2008

WILLIAM BLAKE

A ROSA ENFERMA

Ó, rosa, como estás mal!
O verme invisível
Que voa na noite
No vendaval terrível

Encontrou teu leito
De rubro prazer
E seu amor negro, secreto,
Faz tua vida fenecer.


Tradução de Paulo Azevedo Chaves

sábado, 5 de julho de 2008

WILLIAM BLAKE

Fonte: Wikipedia licensed under a Creative Commons

Retrato de William Blake, por Thomas Phillips

O TYGRE


Tygre, Tygre, viva chama
Que as florestas de noite inflama,
Que olho ou mão imortal podia
Traçar-te a horrível simetria?

Em que abismo ou céu longe ardeu
O fogo dos olhos teus?
Com que asas atreveu ao vôo?
Que mão ousou pegar o fogo?

Que arte & braço pôde então
Torcer-te as fibras do coração?
Quando ele já estava batendo,
Que mão & que pés horrendos?

Que cadeia? Que martelo?
Que fornalha teve o teu cérebro?
Que bigorna? que tenaz
Pegou-te os horrores mortais?

Quando os astros alancearam
O céu e em pranto o banharam,
Sorriu ele ao ver seu feito?
Fez-te quem fez o Cordeiro?

Tygre, Tygre, viva chama
Que as florestas da noite inflama,
Que olho ou mão imortal ousaria
Traçar-te a horrível simetria?

Tradução: José Paulo Paes