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Safo
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

JOAQUIM CARDOZO

fonte: jiraudiverso.blogspot.com
Joaquim Cardozo



SONETO DE VIDRO

Este ser que se compõe de adjacências,
E de um cimento claro e matinal,
Tem nos seus nervos finos transparências,
De luz se alimenta. Fala cristal.

Por seu través mantendo as aparências,
Da limpidez é símbolo e sinal;
Meu coração, por essas excelências,
Nele se mira e se vê por igual,

Nele se ajusta, assim como vertida
Onda de anseios vagos e dispersos
Que um sopro dual juntasse em verbo e vida.

Lendo-o com precaução modesta e ágil
Cuidado tenham no seguir seus versos
Que este soneto é de matéria frágil.